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self acceptance is overrated
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| Então. |
[05 March 2006 @ 03:21 pm] |
Decidi que andar pra trás não faz sentido. Então, hellololla :)
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| Aham. |
[24 February 2006 @ 05:01 pm] |
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nhé |
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teardrop - massive attack |
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Homem semi nórdico em chalé alpino.
Pensando em voltar a postar aqui. Porque sim. :)
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| Last train to anywhere. |
[26 October 2005 @ 12:49 pm] |
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painkiller happiness |
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cure |
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he waits for her to understand but she won't understand at all she waits all night for him to call but he won't call anymore
he waits to hear her say "forgive" but she justs drops her pearl-black eyes and prays to hear him say "i love you" but he tells no more lies
Como é que eles me deixam tão feliz com Just Like Heaven e tão triste com Apart? Induzir mood swing nas pessoas desse jeito devia ser crime. :)
Eu também já quis ouvir um Eu te amo de alguém que não queria mais mentir.
( high school survey )
Dica pra quem gosta de fazer fotos e nunca tem onde hospedá-la (e não está a fim de pagar): Shutterbook.com. Premium account vitalícia pra quem se registrar agora, na fase Beta do projeto. Organizado, bastante espaço para armazenar fotos (com direito a hotlinking), visualização das imagens em flash, upload rápido e interface agradável. E sem o me-nor potencial pra virar Fotologue.
Ah, sim. Se eu porventura sumir, e/ou se alguém quiser saber por onde ando, email.
E até breve. Or not.
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| So very true |
[24 October 2005 @ 09:33 am] |
Bratz são um monte de prostitutas repugnantes viciadas em crack, que deveria ser banidas, depois amontoadas em pilhas e queimadas em praça pública. Que pai, em seu juízo perfeito, iria querer que seus filhos brincassem com esse lixo??
Não haveria tanto problema se fossem bonecas destinadas a colecionadores. Elas são fodidamente feias, sem nariz, lábios ultrajantes que mais parecem bicos de papagaio cheios de colágeno, glitter por toda a parte, têm um corpo bizarro que não as deixam vestir roupas de nenhuma outra boneca e NÃO TÊM PÉS. Mas tudo bem, seria apenas uma questão de (mau) gosto.
Porém, Bratz como brinquedo para crianças são simplesmente ERRADAS. Pessoas que acham que brinquedos não são ou não deveriam ser educacionais são retardados perfeitos e sentimos pena dos filhos que eles vão criar. Expor uma criança à cultura a qual a Bratz pertence é pedir para ter problemas. O que uma criança aprende com elas? Passion for fashion? Comprar, flertar, ir a boates? Lábios inchados de colágeno e usar três cores de sombra nos olhos até as sobrancelhas?? Comportar-se como uma cadela vadia que não se importa com nada além dessas coisas?
Tipico, pais americanos vão continuar comprando-as e depois pôr a culpa em cenas de nudez frontal em filmes europeus OU no Marilyn Manson quando suas filhas virarem prostitutas aos 12.
Haha, perfeito.
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| And now, Joseph? |
[22 October 2005 @ 09:58 am] |
Sabe quando você tem a nítida impressão de que tem gente falando (muito) mal de você pelas costas? EU sei. Passei por isso tantas e tantas vezes que aprendi a reconhecer os sinais, um por um.
O que fazer nessas ocasiões? Fingir que não viu, deixar tudo como está e se foder - como das outras vezes? Ou erguer uma barreira de aço entre você e a(s) pessoa(s) em questão, não deixando o menor espaço para explicações, contestações ou o que quer que seja?
Porque nessa história NÃO PODE EXISTIR UM MEIO TERMO. This I've learned.
O velho ditado "quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece" merecia uma tatuagem num lugar bem visível (pra mim mesma).
Opção B. O próximo, por favor.
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[17 October 2005 @ 04:15 pm] |
Acho que, da próxima vez que fizer um livejournal friends-only, vou usar essa foto:
Droga de fim de semana. Ele havia prometido pizza na Little Italy, cinema e pipoca, me levar pra algum lugar com música. Mas na sexta quem teve uma big night out com alguns amigos foi ele. Voltou pra casa de táxi, devidamente bêbado e quase dormiu no chão do quarto. Tudo bem, fiquei foi com inveja de não ter sido convidada a encher a cara junto com os integrantes do clube do Bolinha. Só que no dia seguinte ele nem lembrava mais do que havia prometido. Passei o sábado enfiada na B&Q comprando tintas e pisos, descarregando o carro, comendo chinese food e batata frita low fat.
Estou estressada. Isso não é vida. :)
( blablabla )
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| broken english |
[14 October 2005 @ 03:58 pm] |
Outono mesmo.
Acabei de ouvir no rádio que a Checkers, uma das redes de mercados e lojas de conveniência de Jersey, proibiu os funcionários não-ingleses de se comunicarem em outro idioma que não seja o inglês enquanto estiverem lidando com o público. Fair enough, eu diria. Mesmo que eles falem em, por exemplo, português ou polonês (as duas maiores colônias estrangeiras de Jersey) somente entre si, e se dirijam à clientela sempre em inglês... Bom, quem paga manda - eis aí o capitalismo versão hardcore pra crianças. Só estranhei a justificativa, dada pela clientela em enquete feita pela 103FM. Várias "dona Mary Smith" da vida mandaram essa: "Quando eu ouço um funcionário falando em outro idioma, me sinto intimidada...".
Ah, ok. Em primeiro lugar, o "outro idioma" é a língua na qual eles aprenderam a falar, onde se sentem confortáveis, onde se comunicam melhor. Não, dona Madame, eles NÃO estão fazendo isso só para intimidá-la. *sigh* Depois, eu acho que, se tem ALGUÉM aqui que deva sentir-se intimidado, são ELES, e não a senhora. São eles que estão fora de seus lares, foram apartados de suas famílias, cultura, idioma, amigos e país, e vieram pra cá trabalhar duro e topar o trabalho que as patricinhas e os playboyzinhos de Jersey se recusam a fazer. Os riquinhos vão estudar fora, enquanto os nem tão abastados ficam por aqui mesmo, cabulando aula, dissolvendo o fígado em cerveja e suquinhos alcóolicos como Smirnoff Ice, desperdiçando espaço e oxigênio.
Sim, porque atrás de cada balcão de pub ou de loja de conveniência, esfregando privada em bar, lavando prato em hotel, aqui a gente só vê estrangeiros jovens... Enquanto os "Jersey beans" na mesma faixa etária estão a) se encharcando de maquiagem, perfume e vestindo crack whore clothes (no melhor estilo "washes her crack and sells again") pra ver se conseguem engravidar e assim ganhar pensão do Governo ou b) dentro de um casaco de capuz, fumando um cigarro e vandalizando propriedade alheia, pra daqui a alguns anos alegar "depressão" e assim ganhar pensão do Governo.
E agora os imigrantes são obrigados a falar com os compatriotas em broken english durante o trabalho porque a Dona Mary Smith quer estar por cima da carne-seca e saber se estão falando mal dela. Peralá. A portuguesa não está tomando chá na sua casa, não é sua amiga, nunca lhe viu mais obesa. só quer perguntar as horas à amiga do lado sem ter que pensar cinco vezes antes de formular a pergunta. Não se supervalorize, tia.
Acho mesmo que a gente deve se esforçar pra se integrar à cultura que escolhemos - sim, porque nada disso foi imposto, nem à mim, nem a ninguém; batemos na porta do Tony Blair porque quisemos. Mas se sentir "intimidado" porque o peão pobre está falando na língua dele e exigir que ele ou fale inglês ou se cale me soou levemente escravocrata. Correct me if I'm wrong.
( puzzle )
Mais duas Pullips na família. Segunda eu posto fotos, pelo visto o tempo vai abrir no weekend e vou poder fotografar as garotas - que, como toda Pullip, são LINDAS.
Fiz um macarrão low carb da Boots fabuloso, aqui. Cozinhei, joguei um quilo de manteiga em cima, salpiquei presunto cortadinho, tomate, sal, molho inglês e molho de pimenta. Bebi com coca cola light Lime e estou nas nuvens.
É, eu almoço às cinco da tarde. Eu tenho problemas.
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| Eu tenho pressa, tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim |
[10 October 2005 @ 01:53 pm] |
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mood |
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ocupada em viver |
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legião urbana |
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Preciso organizar melhor o meu tempo. Ou vou acabar sem tempo pra isso aqui TAMBÉM.
Eu não sei se quero mais ir pro Brasil. Voltei a ter pesadelos com aviões. Com turbinas caindo, aeronaves em chamas e passageiros congelados em cabines despressurizadas. Acho que vou pedir que despachem minha gata pra cá, sem mim. Ou trazer meu pai pra cuidar dela na França. Não seeeeeei. Não quero ter que decidir nada, quero me enfiar num casulo à prova de pensamentos desconexos.
Fomos passear no weekend, que já começou MAL com fish and chips. Preciso parar de entrar na onda do respectivo, ou daqui a pouco não passo na porta. Se é pra sair da dieta, que se faça por um motivo NOBRE. Motivo esse que apareceu no sábado à noite: "tenner" festival na ilha, alguns restaurantes e pubs oferecendo three course menus a 10 pilas. Muito bom. No nosso pub local, nos empanturramos de bolo de salmão e camarão com tomato & basil sauce + paella de frango, camarão e sausage + bolo floresta negra (very 80's, hehe). Várias pints pra fazer isso tudo descer goela abaixo e cheguei em casa me arrastando.
No domingo fomos passear pelos parques de Jersey, porque a tarde de outono estava LINDA, com um solzinho formidável (forte, brilhante mas sem tostar a minha cara, o que é perfeito) e até fizemos pic nic, com direito a toalhinha de xadrez vichy e tudo. A quantidade de CRIANÇAS nessa ilha é impressionante, pra todo lado que se olha tem uma família no estilo "comercial de margarina", com papai, mamãe, um casalzinho de crianças loiras de olhos azuis e sorridentes. Clichê dos infernos.
Depois passamos na cornershop do portuga gente boa e trouxemos um pernil pra casa, que foi devidamente jantado com farofa de ovo e passas + arroz molhadinho + feijão manteiga. Nada mau, em compensação hoje minha barriga dança tango quando respiro e minha celulite canta: "marieeeee... aqui me tens de regressoooooooo...".
Nem ser feliz eu posso, fala sério.
( autumn afternoon )
Sessão baba-baby, porque eu hoje eu acordei má.
Tesourinhos de charity shop...


Esse aqui foi tesourinho de Amazon, mesmo.







Esses eu ganhei porque sou uma boa menina.

E esses são alguns dos livros antigos que eu comprei na Thesaurus. Comprei pra usar os gráficos em crafts, mas cadê a coragem de cortar?
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| Eu sou da paz |
[07 October 2005 @ 09:45 am] |
Meu ímã de geladeira.

Minha caneca cafona.

Meu bolo solado.

Meus chocolates Mozart.

Meu belo adormecido.

you're always there.

Ali do lado, no layout. Tem uma tabela com links para todos os arquivos antigos do un-lovable.com e do suicidalgirl.com. Assim não perco minhas "raízes", e vocês podem acompanhar minha historinha triste desde os tempos da Unisys até mudar de país. Uma boa também pra quem sempre pergunta como nos conhecemos.
Vai ter eleição, eu estou aqui, não sei onde ir para justificar, não sei se posso fazer isso em Jersey ou se (bate na madeira) preciso ir a Londres. Eu não queria abrir mão da minha nacionalidade, mas se isso significar não ser mais obrigada a perder meu tempo "votando" e "exercendo a democracia" para botar no poder Lulas da vida, então que se foda a cidadania brasileira.
Acho voto obrigatório uma coisa atrasada. E gostaria de saber quem foi o idiota que teve a brilhante idéia de instituir esse plebiscito sobre o comércio de armas. Parei de ouvir a rádio brasileira na internet porque os comerciais do governo incitando o povo a votar apelando para textos piegas com criancinhas falando em "cidadania" estavam me embrulhando o estômago.
Vote contra o desarmamento e eles nos vendem armas. Vote a favor e eles nos traficam armas.
Eu, a rigor, nada tenho contra armas de fogo. Armas são ferramentas. Não são elas que matam pessoas, e sim quem aperta o gatilho. É óbvio que se trata de uma ferramente criada para tirar a vida, que seria melhor que ela não existisse. Mas ela existe. Num mundo ideal, todo mundo andaria com uma arma no bolso, o que inibiria o crime (imagine um ladrão entrando num ônibus pra fazer um arrastão, sabendo da possibilidade de encontrar 45 pessoas ARMADAS... Aposto que ele pensaria duas, três, vinte vezes e desistiria da idéia).
Infelizmente, apesar do que os socialistas/comunistas pregam, esse não é um mundo ideal. Esse é o mundo onde os bandidos não precisam ir à loja comprar um revólver, é o mundo onde a polícia e o exército (que *sempre* terão o direito à posse de armas) vendem armamentos para eles. Mais fácil seria descriminalizar as drogas e detonar com o tráfico, mas aí já é outra discussão e ninguém gosta de defender isso para não soar "subversivo". Então tá. Vamos botar panos brancos na janela, fazer passeatinhas carioca-classe-média-zona-sul na praia pedindo paz e clemência à bandidagem... Eles são gente muito boa e certamente ouvirão nosso apelo.
Se você criminaliza as armas, as únicas pessoas que terão armas são os criminosos.
( Desarmamento - Ser a favor é muito mais bacana )
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| self portrait tuesday |
[04 October 2005 @ 02:22 pm] |


"Hello, I would like to say that I loved your idea and joined. I started today with a picture I took last sunday. I really have issues with showing pictures of myself online. I used to, in the past, but I got some negative feedback that hurt myself badly then gave up. What's a shame, since my favorite subject on pictures are people. I do not have many friends around here and I cannot photograph my husband and dolls all the time. :) I do not think I am pretty or photogenic. But it's more than that. I have developed this fear of posting pictures of myself on the internet. I really want to purge that from my life, and I think that joining your project is a nice way to try and overcome my fears. From today on I will try to lose some of my inhibitions, to change my views about myself and show people the best I can be. Sorry for the broken english and thank you, Marie"
( roubado de geral )
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| lottery tickets for sale |
[03 October 2005 @ 02:46 pm] |
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80's trash |
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A sopa creme de galinha da Campbell's é muito legal. Ganhei ovos de um fazendeiro local, ontem. Quase ganhei um pinto. Sim, daqueles que PIAM.
Quando escrevi sobre a menina que postava suas "partes" numa comunidade, me referia à vulgaridade das fotos. Não o fato de ela ser gorda. Taqui, menina com sobrepeso, zero de anorexia, celebrando sua feminilidade em cada pixel. Dessa vez recomendo o link (mas não é work-safe, tem nudez explícita e ensaios ousados... avisei), as fotos valem a pena. Não são artísticas, mas nem mesmo as de nu ofendem. Parabéns pra ela e pra todo mundo que consegue se amar mesmo não tendo cara/corpo de editorial da Vogue.
Tanta coisa pra fazer. Já começando a organizar a viagem ao Brasil para buscar a gata. Trucidada pela perspectiva de apodrecer por seis meses num país cuja língua eu não falo. Sem saber onde vou passar o Natal.
Que dificuldade, não saber se comerei o peru com farofa ou couve-de-bruxelas.
jellosaur, eu copiei.
10 years ago Crush pelo primo esnobe que ouvia ópera e rodava as pedras de gelo dentro do copo de whisky. Cabelo bom, vários quilos a menos, fugia de casa sabendo que ia voltar, sul e sudeste com uma mochila nas costas, viajando de ônibus à noite para economizar hotel e tomando banho em rodoviárias.
5 years ago Internet discada, newsgroups, eu era a garotinha witty por quem os quarentões babavam. Retórica afiada, auto estima fake, namorado mais velho e intelectualóide, eu me achava foda e havia quem acreditasse.
1 year ago Jersey pela segunda vez, noiva mas sem um anel. Primeiro halloween, primeiro outono no hemisfério norte, primeiras verdades acerca de pessoas a quem eu admirava me caindo dolorosamente na cabeça.
Yesterday Fuga para o Rozel valley, mãos congelando, fugindo de visitas que eu não queria ver após um ato falhíssimo do respectivo. Considerei a hipótese de estar casada com alguém que não me respeitava, felizmente a ficha da minha estupidez caiu rápido.
5 songs I know all the words to - mercedes benz, janis joplin - faroeste caboclo, legião urbana (verdade) - conga conga conga, gretchen - smiths, pink floyd e madonna, muitas - "there was an old lady who swallowed a fly... I don't know why she swallowed that fly... ...perhaps she'll die."
5 snacks - pipoca salgada + manteiga, muita - madeleines + leite gelado - baked beans + fish fingers - cachorro quente de carrocinha + coca cola - batata frita + sal, muito
5 things I'd do with $100 million - mansão em Itaipava, com vista eterna para as montanhas. - jaguar xk140 - motorista particular - cirurgias plásticas - as inutilidades de sempre, só que em em maior quantidade
5 places I would run away to Já cheguei.
5 things I would never wear - vestido-de-grávida cheio de babados - tamanco de madeira - jeans stretch de cintura baixa - g-string - roupas "indianas". seja lá o que isso signifique.
5 favorite TV shows não gosto de tv, de séries e dessas porcarias politicamente corretas tipo super nanny, you are what you eat, etc - sex inspectors. pena que tiraram do ar. - eurotrash, mas só em dias inspirados. - simpsons - wonder years (sim, brega) - aprenda inglês com música
5 favorite toys - dolls - mega drive - "o pequeno arquiteto" - playmobil - será que eu iria gostar do rampant rabbit?
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| here they come, the beautiful ones |
[30 September 2005 @ 03:12 pm] |
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nhénhénhé |
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suede |
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Uma das amigas daquela amiga chata do meu respectivo está aqui na ilha. Porventura tem uma avó morando aqui, e veio visitá-la, com o marido. E, claro, propôs que fôssemos tomar uma cerveja nalgum lugar.
(corta para a patética imagem de Maria, A Estranha - ou seja, EU, para aqueles cuja ficha está grudada com Superglue e não cai fácil -, sentada numa mesa de pub, com marido + um casal praticamente estranho, com quem ela tem menos em comum do que teria com o Papa Bento, com o maxilar DOLORIDO de tanto segurar um sorriso falso, concordando com a cabeça para tudo o que está sendo dito, morrendo de tédio e medo de dizer qualquer coisa errada e passar atestado de imbecil).
Sinceramente, não é assim que eu esperava desperdiçar umas boas horas do meu fim de semana.
Manhã pós-chuva:
Fiz um flickr novo. Quem quiser adicionar, taí. Por falar nisso, fiz um photoblog de bobeirinha, também (vamos ver até quando esse dura). Encontro-me profundamente desanimada com coisinhas-de-foto na internet. Tudo, mas tudo mesmo, virou um grande Fotolog.net, não importa o nome que tenha.
( vamos lá, reclamar mais... )
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[29 September 2005 @ 02:11 pm] |
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FOME! |
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mike oldfield |
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"Às vezes as pessoas deixam que os mesmos problemas as tornem infelizes por anos à fio, quando deveriam dizer apenas e daí? Essa é uma das minhas expressões favoritas; e daí? minha mãe não gostava de mim. E daí? Meu marido não faz amor comigo. E daí? Não sei como consegui sobreviver aqueles anos todos, antes de aprender esse truque. Custei muito a aprendê-lo - mas uma vez que a gente aprende, nunca mais esquece"
- Dos diários de Andy Warhol
1) Ser gay não é natural. As pessoas normais rejeitam coisas não-naturais, como óculos, macarrão, poliéster e ar condicionado.
2) O casamento gay estimularia as pessoas a se tornarem gays, da mesma forma que ficar perto de pessoas altas faz com que você fique alto também.
3) Legalizar o casamento gay abriria um precedente para todo o tipo de comportamento inadequado. As pessoas poderiam começar a se casar com seus animais de estimação, já que um cachorro é uma pessoa física e consegue assinar um contrato de casamento.
4) O casamento heterossexual permanece o mesmo há séculos e não mudou; as mulheres ainda são vistas como propriedade, casais interraciais ainda são mal vistos e o divórcio ainda acontece.
5) O casamento heterossexual perderia o significado se o casamento gay fosse permitido; a santidade do casamento de 55 horas só-pra-se-divertir de Britney Spears seria maculada.
6) Casamentos heterossexuais são válidos porque produzem filhos. Logo, casais gays, casais inférteis e casais idosos não devem casar-se, porque os orfanatos ainda não estão cheios e o mundo precisa de mais crianças.
7) Obviamente todos os filhos de pais gays se tornarão gays, da mesma forma que todos os filhos de pais heteros se tornam heteros.
8) O casamento gay não é apoiado pela religião. Os valores da religião dominante são impostos à nação inteira.
9) Crianças necessitam de um modelo masculino e feminino, de um pai homem e de uma mãe mulher.´Issi explica a não-existência de pais e mães solteiros em nossa sociedade.
10) O casamento gay vai transformar as bases da sociedade; nunca iremos nos adaptar a novas normas sociais. Da mesma forma que nunca nos adaptamos aos carros, ao capitalismo e ao aumento da perspectiva de vida.
Eu não escrevi isso, mas adoro sarcasmo. O texto origina dizia, no fim: se você apóia o casamento gay, poste isso no seu site. Gostei mais do humor do que do aspecto panfletário da coisa.
E ele voltou da Áustria. E me trouxe um monte de coisas lindas que eu esqueci de fotografar, mas vou fazê-lo (inclusive os Chocolares Mozart, viu, Pururuca?). E ontem foi pra Londres. Vamos ver o que ele vai trazer de lá dessa vez, pra aumentar minha coleção de "lembrancinhas cafonas de aeroporto". :)
"A mesma sociedade que me deprime vai me vender um remédio pra me alegrar" (malvados).
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| cinderela às avessas |
[24 September 2005 @ 03:34 pm] |
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dor de barriga |
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jefferson airplane |
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Eu preciso parar de comer. Eu preciso parar de comer.
1. Ontem à tardinha peguei uma nota, andei até a loja, comprei leite condensado, dois sacos de batata frita, coca cola, baked beans, uma lata de chilli com carne e dois happy hippos. Consumi tudo até hoje de manhã. Preciso me lembrar de que, apesar de EU estar organizando essas "festas-do-pijama-sem-marido-em-casa", os demais convidados são BONECAS e não comem. Seria possível alimentar metade da população faminta da África com os restos de comida desse meu fim de semana.
Hoje acordei com dor de barriga. E QUE barriga, por sinal. Bem feito. Toma, infeliz. Aprende.
2. Marido adorando Kitzbuehl. Almoços com 5 pratos diferentes. Descida de rafting (!!). Paisagens de sonho, de comercial de chocolate Alpino. Cerveja. Vinhos. Comidas, doces e bolos divinos. Tudo de graça. Conta nos mínimos detalhes pelo celular, transpirando entusiasmo, e diz que vai trazer o memory card cheio de fotos maravilhosas... Eu acho que vou pedir o divórcio quando ele voltar.
3. Vontade de recomendar esse livro pra muita, MUITA gente...

Especialmente pra MIM, há uns três anos atrás... Os sinais são sempre tão claros. Então, não se pode culpar os homens? Sei lá. Sei que às vezes é difícil ser taxativo, e que muitas meninas (e meninos também, ora essa...) não entendem o recado nem mesmo assim. Mas não custa dizer a verdade ao invés de dar desculpinhas. E isso vale pra ambos os sexos.
4. Estava lendo o blog do menino e até gostando quando me deparo com um post que falava sobre a Cristiane de Andrade, a musa-do-lixão. Que foi encontrada pela Giovanna Antonelli nas gravações de uma novela. A atriz se impressionou com a beleza da mulata, deu-lhe um banho de loja e a recomendou para uma agência de modelos. A Mega, uma das maiores agências do país, provavelmente mais interessada na repercussão do assunto na mídia e na possibilidade de aparecer com a fama temporária da mocinha, se apressou a oferecer contrato.
Depois disso, no entanto, a história mudou. Um ano depois de dividir elenco com Isabeli Fontana, Ana Hickmann e Caroline Bittencourt, Cristiane não se adaptou ao mundinho fashion: "Deixei a agência há duas semanas. Não convivo com falsidade, meu mundo é o da verdade, da sinceridade. Na frente das câmeras, o pessoal da agência falava maravilhas de mim, depois me desprezava."
Esse foi um dos motivos para a jovem de 24 anos abrir mão da carreira. "Para lourinhas de olhos azuis, ofereciam book e lipoaspiração, dizendo que depois descontavam dos ganhos. Para mim, nunca ofereceram nada. Fiz tudo com meu dinheiro. Trabalhei três meses para pagar meu book. Achei tudo muito preconceituoso".
O autor do blog, no entanto, finalizou o post afirmando que a moça "não deve ter desistido por preconceito do mercado", e sim "por falta da educação que nunca pode ter". Peraí, peraí. Eu perdi alguma coisa? Então a pessoa sofre preconceito racial porque não teve educação? Ou o fato de não ter traquejo social (segundo o-padrão-zona-sul-carioca) justifica o preconceito? Alguém explica?
Eu não estava lá pra saber se ela realmente foi preterida pelo fato de ser negra. Mas sinceramente? Eu (ao contrário da elite brasileira que só abre os olhos para os problemas que a afetam diretamente) CONHEÇO o país onde nasci. Onde não basta ser bom, tem que ser branco e bonito. Tem que ter nascido em boa família. Tem que ter "perfil", seja lá o que isso signifique. Minto: eu sei o que significa. Ter um endereço privilegiado. Ter cultura geral (formada em bons colégios pagos com o dinheiro do papai). Ser viajado. Ter um tipo físico que comprove que "não tem só gente preta e feia no Brasil". Ter auto-estima, muita. Chegar para a entrevista sorrindo um sorriso perfeito, estendo uma mão confiante, cheirando a perfume caro e vestindo boas griffes. Isso é "perfil". Ou você tem, ou você tem um subemprego - basicamente isso.
Então, achei absurdo uma pessoa que, assim como eu, NÃO ESTAVA LÁ pra saber o que realmente aconteceu com Cristiane nos bastidores, venha afirmar que ela não deu certo porque é uma bronca, mal educada e pobre. Não por ser negra, claro, porque afinal, a elite-branca-zona-sul acredita piamente que preconceito racial no Brasil é lenda. Afinal eles são tão bonzinhos para as suas empregadas pretas. Até deixam ela comer na mesa junto com a família. Ok, estou sendo amarga. Mas é de propósito. Ou não.
Uma das leitoras (carioca zona sul, needless to say) comentou lá: "o fato é: ela não se enquadra nesse mundo porque se acha inferior, e acaba fazendo com que todos pensem assim, cortando qualquer possibilidade de dar certo, ficará sempre infeliz e achando que os outros a estão olhando torto... você faz seu mundo, enquanto pensar pequeno, ele será!!!"
Tem razão, Tia. A senhora sabe mesmo das coisas, sabe até o que é FATO e o que não é. Então, a partir de amanhã TODOS os negros brasileiros, apesar dos anos e anos de discriminação racial, social e salarial, passarão a ter auto estima e todos os seus problemas acabarão. Como num passe de mágica, eles serão aceitos, amados e virarão padrão de beleza nacional.
Socorro. Madame embasando suas opiniões de Revista Cláudia com filosofia de boteco é de embrulhar o estômago.
Eu já falei das minhas experiências com racismo aqui, não vou repeti-las. E olha que eu não precisei vir de um lixão para isso. Conhecendo a superficialidade do mundinho fashion (e PRECISA fazer parte dele pra isso??) e observando que 99,9% das modelos brasileiras não representam a mulher brasileira - são todas sulistas, de sobrenome e ascendência européia, loiras, olhos azuis e esqueléticas... Bom, não fica difícil INTUIR que o discurso da Cristiane MUITO provavelmente procede.
Com as pessoas que ousaram discordar do absurdo da "conclusão" do moço, ele foi rude. Ou deixou que os comentários caíssem no vácuo. A maioria dos que se pronunciaram concordou com o dono do blog, é claro. Panelinha é panelinha, e se você não quer se indispor e/ou ser expulso, melhor fingir que concorda. Meu medo é que eles estejam concordando porque, de fato, concordam.
A seguir, um dos comments e a sua triste, vergonhosa resposta:
XXX disse... "Rapaz, você não pode falar isso dela sem averiguar. Você não está na pele dela pra saber o que de fato a fez desistir. Pode ser verdade o que ela falou. Não é correto de sua parte dizer que ela perdeu a oportunidade "por falta da educação que nunca pôde ter". Ao invés de dizer que ela culpou quem tentou ajudá-la, deverias era dissertar sobre o fato de ela não ter a educação que deveria ter tido, culpa dos sucessivos governos que não investem na educação. Me senti indignado quando li este post."
YYY disse... "Faça isso no seu blog, XXX. Culpe os governos e faça de coitadinhas essas garotas como ela. Direito seu ficar indignado. Ela não teve educação, e como toda pessoa assim, fala mal de quem tenta ajudar. Pobre de espírito, entende? Voltou pro lixão."
Estou seriamente na dúvida com relação a QUEM seria o pobre de espírito, aqui. Ou melhor, não estou não.
E, quanto à Cristiane, melhor mesmo ter voltado pro lixão. Pelo menos lá o "lixo" é inanimado e não faz mal desde que ela trabalhe protegida. Não há proteção possível contra o LIXO HUMANO que Cristiane encontrou debaixo do tapete e atrás das portas do seu castelo de conto-de-fadas.
Um país cuja "elite" não enxerga ou admite seus problemas, nunca vai se livrar deles. E não estou falando só do Brasil.
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| Comer ou não comer, eis a questão |
[23 September 2005 @ 09:55 am] |
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arrotando lemon cake |
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led zeppelin |
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Marido em Kitzbuehl. O dia em que ele for visitar um lugar cujo nome eu consiga pronunciar, prometo que vou junto. Mesmo que meu nome não esteja na lista de convidados.
Depois que vim morar aqui, peguei aversãozinha leve a sotaque americano. Não consigo ouvir as notícias sobre os furacões, aquela gente puxando os "r". Argh-ê. Quem me conhece sabe que sou sensível a sotaques. O carioca, por exemplo, é nojento, mas charmosinho. Sotaque paulista não é nojento, mas em compensação é jeca.
Faça um stalker feliz - responda a um comentário anônimo. (Marie LaStrange) *suspiro*
Eu até gostaria de ser vegetariana. Não gosto muito de vegetais, é verdade. Tenho horror a alface, abobrinha e pepino. Abomino repolho, beterraba e quiabo. Não suporto a visão de um inhame, grito de medo de cenouras. Admitamos: fica difícil.
Suporto bem pimentões, tomate, couve (refogada), brócolis, couve-flor, abóbora, chuchu, berinjela... e batata. Amo batata. Frita, assada, cozida, amassadinha.
Gosto de carboidratos. Bolos. Massas. Arroz-feijão-batata-frita. Carne é legal, mas não tenho paixão. Sou do tipo que vai à churrascaria pensando na farofa, batata frita e feijãozinho. Dou vergonha em rodízio, no segundo round já estou satisfeita e peço o chapéu - desperdício de dinheiro.
Só que carboidratos me engordam. Me deixam inchada, com gases e infeliz. Não posso basear minha vida neles. E como eu não gosto muito de legumes, ia ser muito difícil passar também sem ovos e leite. Já que, se eu fosse virar vegetariana por amor aos animais, eu teria que abrir mão desses dois também. A menos que só comesse ovos free-range e bebesse leite de vaquinhas felizes e livres.
Aqui em casa a gente só compra ovos orgânicos. Não necessariamente em protesto contra a vida lastimável que as galinhas poedeiras têm nas granjas, mas porque obviamente galinhas que vivem livres, ciscando a terra, comendo minhocas e sendo felizes produzem ovos MUITO melhores e mais gostosos. Custam o dobro do preço (que aqui em Jersey já não é barato, duas vezes mais do que na big island), mas dane-se.
Vi isso postado no blog da Marina e me arrepiei:
Gay: O que eu mais gosto no javali são as presas, tenho talheres lindos! Eu: Jamais comeria um javali. Gay: Vocês podem acreditar que eu conheço uma mulher que nun-ca come coisas vivas? Mulher esnobe: Então não come verduras. (mania que certas pessoas têm de comparar alface com boi) Eu: Mas é diferente, não é? Gay: Eu fico tão impressionado, uma pessoa nun-ca comer carne! Eu: Conheço várias pessoas que não comem, muitas. Eu nunca como no meu dia a dia mas confesso que infelizmente às vezes não resisto a uma picanha.* Mulher esnobe: Eu não como saladas porque não gosto de capim. Eu: Me sinto muito mal comendo bichos, sou da Sociedade Protetora dos Animais Mulher esnobe: Não estou nem aí pros bichos, por mim podem matar todos. Estou me lixando pros protetores dos animais.
Socorro, né.
Eu como carne, me alivia a consciência pensar que estou no topo da cadeia alimentar e que assim é a vida. Só me questiono às vezes porque a) como eu posso mastigar um bicho que acho fofo, como porquinhos? e b) eu nem gosto tanto assim de carne. Aplaudo quem tem coragem de ser vegetariano, desde que não tentem me doutrinar. Odeio discursinho panfletário, não importa a causa. Acho que mudanças internas consideráveis (virar vegan, passar a tolerar negros e homossexuais, mudar de opinião sobre aborto, etc) vêm de DENTRO, são fruto de observação e auto-reflexão. Não é um idiota segurando uma plaquinha e gritando palavras de ordem que vai mudar o mundo.
Por isso acho legal a estratégia do Greenpeace, por exemplo. Eles não conversam, eles AGEM. Mas até pra isso tem limite. Alguns militantes perdem a linha, infernizam a vida de pessoas, cometem atos de vandalismo contra quem, na concepção deles, comete atos de crueldade contra animais.
Matar 150 minks pra fazer um casaco de pele e botar numa vitrine eu acho estúpido. Mas usar em estudos científicos para o desenvolvimento de remédios... eu não sei. Será que eles são *realmente* desnecessários? Dissecar cachorro em faculdade de Medicina é besteira - basta oferecer serviços veterinários a preços baixos à população carente da área, que logo vão aparecer mil casos de bichinhos que precisam ser operados de verdade - quer melhor chance de demonstrar procedimentos aos alunos do que essa? Mas não sei até que ponto vacinas e remédios de que dispomos hoje, e que aliviam a nossa dor e a de tantas pessoas, precisaram ou não ser testados em animais. Como não tenho a resposta certa a essa pergunta, prefiro não me posicionar.
E continuar roendo meu queijo.
Cabelo novo:

( ...e Violet também )
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| she's a babe, she's a drug drug babe |
[22 September 2005 @ 04:14 pm] |
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tori amos |
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YAY, PAID ACCOUNT FOR ME! Por dois meses, 100 ícones (acho que nunca vou conseguir usar tantos). Presente da Driel, a elfa mais fofa da Elfolândia. Para alguém que teoricamente não se dá bem com seres humanos, posso afirmar que a maioria dos que me rodeiam são A_Evolução_da_Espécie. Sorry periferia e desafetos, mas meus amigos comandam. ;)
Marido escafedido. Vou dormir três noites sozinha. Dormir? Nah. Vou fazer a farra do boi. Cerveja, batata frita, bolo e chá pra Marie e as bonecas. Música alta (eis a vantagem de não ter vizinhos próximos), geral pulando no sofá (bonecas também), gritaria, euforia e muito carboidrato.
O fantasma do Dr. Atkins pode vir puxar o meu pé. Se ele topar sair da dieta por três noites, está convidado pra festa também.
E a Kate Moss, hein... Nunca fui com a cara. Da mesma forma que nunca gostei da Giselle Bucho - acho um porre a simpatia forçada da nariguda. Com relação à Kate, eu não gostava da aparência anoréxica dela na época do "heroine chic". Acho um desserviço prestado ao sexo feminino subir numa passarela pesando 30 quilos, configurando um padrão esquelético de beleza para jovens mulheres (as idiotas e até mesmo as nem tanto).

Até porque isso NÃO É NECESSÁRIO, ninguém precisa aparentar desnutrição pra sair bem na foto. Aliás, um corpo magro porém saudável fica muito mais bonito dentro de qualquer roupa. Mostrar costelas nunca foi sexy. E mulheres magérrimas geralmente têm pés e pernas horríveis - assim como os da Kate.
Agora, jogar pro alto contratos milionários pelo prazer de cheirar uma carreirinha? Jogar uma carreira (uia!) de sucesso no lixo por causa de um barato? Que idiota. Que fosse cheirar no banheiro de casa, trancada e sozinha. Devia saber que poucas pessoas nesse "drug environment" em ela que circula são de fato confiáveis. Dividindo a mesma sala, a mocinha famosa, role-model das patricinhas britânicas, comendo pó com o nariz + o fotógrafo oportunista. Apenas um clique, uma foto pouco nítida de celular e pronto. Vai demorar muito pra ela limpar a imagem e reconquistar credibilidade - se é que vai conseguir.
Mais tarde abro o jornal e me deparo com um jornalistazinho querendo aparecer às custas do incidente. Correspondente britânico na América Central durante dois anos, o cara lamentou que drogadinhos de primeiro mundo como a Kate, seu namoradinho junkie Doherty e tantos outros que conhecemos, ajudam a financiar o tráfico nos países pobres, matando inocentes. Ok, tio. Agora conta uma novidade, vai...
Acho que a Kate tem todo o direito de se encharcar de drogas. Vai perder contratos e ficar mais pobre, mas a mancada foi dela e ninguém é obrigado a coadunar com isso. Porque as empresas também têm todo o direito de contratar quem seja adequado à imagem que elas pretendam passar - o dinheiro é delas. Segundo minha teoria boazinha, que dá a todo mundo o direito de fazer o que bem entende, por que não legalizar de uma vez, deixar em paz quem queira cheirar, injetar, fumar, comer com farinha...
Assim, se alguém tiver que se danar, perder trabalho, namorado, dinheiro, saúde, a vida, que sejam ELES, que optaram por essa vida espontaneamente, e não pessoas que nunca sequer chegaram perto de uma guimba de maconha na vida... A velhinha que é assaltada por um viciado no ponto de ônibus, o rapaz que é rendido e tem o carro levado na porta de casa, a criança que joga bola na favela e é baleada na guerra do tráfico, o pai-de-família que é morto durante um tiroteio no ônibus, a mãe que vê o filho se transformar num bandido para poder sustentar o vício.
Vendam heroína, cocaína, maconha e similares em saquinhos coloridos a um real na padaria. Tiro certeiro no coração do tráfico, lucro líquido revertido integralmente para financiar clínicas de reabilitação e campanhas de informação sobre os malefícios das drogas. "Ah, mas isso não funciona...". Reprimir também não está funcionando.
( XXX )
Outra coisa importante: esteriliza-me. Você é contra ou a favor de esterilizar animais? Impossível ser contra, tendo consciência do tamanho do problema e da crueldade que se pratica contra bichos sem lar. Leia, se informe, e for God's sake, mude de idéia.
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| Então é Natal... |
[21 September 2005 @ 10:45 am] |
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arrotando croissant |
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mpb fm |
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O postzinho polêmico anterior não tratava diretamente da questão citada e pouca gente entendeu isso. Mas valeu e muito a discussão, civilizada, sem ataques e xingamentos. Estou orgulhosíssima da minha friend list. O livejournal é mil vezes melhor que o Orkut. Aguardem mais posts polêmicos. :)
Marido vai se escafeder pra Áustria amanhã. Festa oferecida por um cliente. E eu não fui convidada. Nem eu, nem nenhum outro acompanhante. Hm, isso tá me cheirando a despedida de solteiro, HAHA.
Mas OK, estou puta porque não vou poder comer aqueles deliciosos doces austríacos. Mas vou fazer a farra do boi de batata frita aqui em casa sozinha.
Coisas que ele me trouxe da Alemanha. Pedi coisinhas cafonas pra turista e olha o que ganhei:
Caixas de chocolate, uma "latinha de música" (que toca Die Berliner Luft"), muffins, um postal com um pedaço do Muro de Berlim, uma réplica de cartaz da antiga Alemanha.  É, o Muro. Me pergunto quanto mais tempo ele vai durar (ok, tem MUITO muro!).  Vaca "I LOVE YOU". Sim, óculos de coraçãozinho, awww.  Cartão que eu fiz pra ele nesse site aqui. Você cuida do design, eles imprimem e postam pra você. Recomendo (but it's UK only, sorry folks).  Presentinhos do fim-de-semana passado: Smoke and Mirrors do Neil Gaiman. FODA.  E ISSO. O primeiro livro da série Sandman. Procurei isso feito doida, fiquei chateada quando soube que estava fora de catálogo - mas adivinha o que achamos na livraria da De Gruchy's? E ele comprou pra mim. É o meu herói.  Eu estava reclamando por ter perdido a Tori aqui na Inglaterra, e ele me pergunta se eu já tinha o CD novo. "Ainda não", respondi - mas naquela tarde ele trouxe isso aí pra mim + uma camiseta do Led Zeppelin (1977 tour).  Ok, esse daí fui eu mesma que comprei. Nunca pensei que fosse pagar tanto na vida por um pedaço de pano - ok, é lã e cahsmere, mas foda-se. Eu precisava de algo quente e decente. Não é nada caro pros padrões britânicos, mas quando converto pra Reais eu piro. Bom, já era. Já paguei. Ainda bem que é aconchegante, confortável e lindo. Agora, fotinhos da gorgeous Agnes e dos presentinhos que ELA ganhou. ( papai noel enchendo meias )
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| Two Tones |
[17 September 2005 @ 11:39 am] |
Tentei fazer o testezinho-do-dia-do-aniversário que todo mundo está fazendo. Primeira linha: "you are inclined to work well with people and enjoy them." Fechei o browser.
"Lembrei agora de uma outra modalidade que é muito comum nas entrevistas da Caras, de qualquer artista, modelo ou manequim que acabou de ter filho. Na vida real também é meio de praxe. "Quando olhei o bebê minha visão do mundo mudou". As frases mudam, uma letra aqui, outra ali, mas resumindo é isso. Eu cheguei a falar para a minha analista: "Eu acho que sou anormal. Porque quando meu filhos nasceram minha visão do mundo permanceu a mesma". Ao que ela respondeu "As pessoas mentem, Marina" - Marina W
Da próxima vez que eu ouvir alguém dizendo "aborto eu sou contra, é assassinato! tem que proibir, a não ser em caso de estupro", eu juro que tiro o saquinho de vômito do bolso e despejo meu café-da-manhã inteiro dentro. Afirmação leviana feita por pessoas que querem ter uma opinião mas se esqueceram de PENSAR antes para embasá-la.
Seguinte: quem é contra o aborto defende acima de *qualquer outra coisa* a vida do feto. Acima dos interesses da mãe ou de quem quer que seja. Contrariando essa lógica, então, um bebê concebido "com amor" (ou SEM, quem pode afirmar, não é mesmo?) tem direito à vida, e um bebê concebido através de um estupro deve ser morto? Por acaso ele teve CULPA de ter sido fruto de um ato violento?
Não quero enganar ninguém, mas o pequeno feto filhote-de-estuprador vai crescer na barriga da mamãe como qualquer outro bebê filhote-de-classe-média-que-paga-impostos. Se tudo correr bem, como felizmente acontece na maioria das vezes, ele terá dois bracinhos, duas perninhas, dois olhinhos, vai chorar quando nascer, aprender a sorrir e beijar bochechas e a escrever "mamãe, eu te amo" no cartãozinho de aniversário.
Não quero também minimizar o trauma das estupradas, nem obrigá-las a conviver com alguém que vai eternamente lembrá-las de algo que elas gostariam de jamais ter vivido. Apesar de eu conhecer uma pessoa que encarou a barra e hoje é apaixonada pela filha. Mas ninguém é obrigado a ser santo. Não quer criar o filhotinho-de-estuprador? Dê pra adoção assim que nascer. Mas, se aborto é "assassinato", não pretenda remediar as consequências de um crime cometendo OUTRO.
Sabe, é que tem horas que me cansa a beleza ouvir gente me chamando de "assassina" porque sou pró-escolha e ao mesmo tempo estufar o peito para emitir uma "opinião" que só mostra que eles não têm opinião alguma.
Dois: Outra coisa que me aborrece horrores: homem falando "saí com ela uma vez, mas o cabelo estava tão maltratado... mulher que não se cuida eu não tolero". Não comprem essa, garotas. Homem em geral não dá a mínima se o seu perfume é Dior ou desodorante de supermercado, se você passou na manicure antes do encontro ou se rói as unhas, se depilou as pernocas ou se é adepta do "porco-espinho-style". A menos, é claro, que se trate de um metrossexual. Desse tipo, no entanto, meninas devem fugir correndo. Quem quer um cara que vai demorar uma hora a mais pra se vestir do que nós, usar todo o nosso hidratante e estourar o limite do cartão do casal comprando roupas de grife? Acho que sofreria menos se meu marido chegasse em casa tarde por causa de uma amante, e muito mais se atrasasse porque estava na esteticista.
Quando conheci o Alaric, eu havia trabalhado o dia todo, verão, correndo de um lado a outro, banheiro do trabalho interditado. Não havia desodorante que segurasse tamanha barra. Eu estava cheirando mal sim, ele notou e eu, embaraçadíssima, tive que ouvir isso dele bem mais tarde... Ele contando às gargalhadas e eu sem saber onde meter a cara. Perguntei: "como foi que você encontrou motivação pra me ligar no dia seguinte??", e ele: "achei você legal, bonita, o papo estava agradabilíssimo, por que raios eu não ligaria??"
É mais ou menos isso. Se o cara gostou de você, pequenos detalhes estéticos não contam. Isso é coisa de mulherzinha. Se ele te deu um pé na bunda e justificou pros amigos (ou pras reportagens da revista NOVA) que foi porque você "esqueceu de fazer as sobrancelhas", meu conselho é: esqueça as sobrancelhas e tente ser menos CHATA da próxima vez.
Pronto, desabafei. Agora vou ali comer minhas madeleines e bater perna na rua.
| Your Inner Child Is Scared |  Like a kid, you tend to shy away from new experiences. You prefer what's tried and true - novelty is scary! New foods, new places, and new friends are difficult for you to deal with. Some say you're predictable, but you enjoy being comfortable. |
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| O Fabuloso Destino de Marie LaStrange |
[15 September 2005 @ 10:51 am] |
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mood |
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lalalala |
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music |
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my washing machine |
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Layout novo. Menos pesado, mais amigável para com browsers alternativos. Esqueci de comentar sobre Taunton. Na verdade, esqueci dos detalhes. Sem fotos, no entanto. Estávamos com tanta pressa que a câmera passou o fim de semana descansando pacificamente no porta-luvas da van.
Acho que os dois anfitriões (vou evitar nomes aqui por razões óbvias) são boa gente. Mesmo. O maninho é brincalhão e bobo (embora ninguém consiga vencer o respectivo nesses quesitos). Sua esposa é animada, extrovertida e falante (meio curiosa, mas podia ser pior, não?). Os meninos são... bem. São meninos. E são dois. Muito novinhos pra se comportar mas nem tão novinhos para serem afetuosos. Levei três dias para fazer o mais velho me sorrir e o mais novo ousar me olhar na cara. Não que eu estivesse efetivamente tentando.
Mas eu preferia ter ficado em um hotel. Primeiro porque amo hotéis. Depois, pela privacidade (dormimos num sofá cama no escritório do maninho, com uma janela imensa que dava pros jardins). E por último porque, como hóspede, me sinto na obrigação moral de socializar. Jantar junto (quando eu preferiria estar me encharcando de bitter no pub local), conversinhas amenas sobre assuntos gerais, ser perguntada "qual é a população do Brasil?" e me sentir uma debilóide por não saber a resposta - corretamente dada pelo meu marido inglês... Consigo entender cerca de 70% do que está sendo dito(maninho e esposa falam rápido e com um certo sotaque), mas quando algo importante cai nos 30% ininteligíveis, me sinto uma criança retardada.
São boa gente, mas eu não escolheria passar tempo com eles. Mas isso é porque eles são LEGAIS e eu sou BIZARRA.
Então me apareceram com essa mulher brasileira, há 18 anos na Inglaterra. Só atentei para a nacionalidade quando ela me pegou pelo braço e perguntou "como vai?" num português sem sotaque. Então ela se pôs a cacarejar feito galinha poedeira, o que a maioria dos brasileiros faz quando encontram conterrâneos no exterior. Não sinto mais tanta necessidade de falar português. Acho mais fácil, é verdade. Mas eu queria mesmo era me expressar em inglês fluentemente - não ligo pro sotaque, ele pode ficar, é parte do que eu sou. E eu me sinto estranha quando estou entre ingleses e brasileiros e esses últimos passam a falar apenas em português. Acho meio desrespeitoso. Mesmo que os gringos falem português o tempo todo no Brasil. Acho que nós brasileiros temos uma opção, eles não.
A tal mulher me deu email, telefone e anunciou que ia me ensinar a socializar com os ingleses... A cunhadinha me disse que ela tem mais amigos do que qualquer outra pessoa no mundo. Well... Muito gentil mesmo de sua parte, moça, mas acho que você bateu na porta errada. Socializar não está entre os meus projetos de vida. Nem no Brasil, nem aqui. Tenho amigos o bastante, não bastante tempo pra me dedicar a eles, e me sinto culpada. Mas você é legal, eu marco um ponto no seu caderninho. :)
Eu e o respectivo fomos à Ikea duas vezes. No café da loja, comemos aquelas deliciosas almôndegas suecas com um molho-dos-céus que eu não consegui identificar, e as melhores batatas fritas de todo o Reino Unido com um purêzinho doce de frutinhas vermelhas. Tão gostoso, como "comida de praça de alimentação de shopping", que eu adoro - cheia de sal, calorias vazias e apetitosas. Pena-que-não-tinha-coca-cola. Compramos uma cozinha inteira, linda com painéis brancos em tongue-and-grove. Uma cama de ferro fofa pro meu quarto rosa, guarda roupas diferentes pro closet, mesinhas de cabeceira, um monte de coisas pra cozinha, vasos, peças decorativas, pratos e copos... Muito mais barato do que em Jersey. Da Laura Ashley trouxemos cortinas, abajures, lustres, candelabro, almofadas... Na Homebase compramos luzes para as paredes, para o jardim e a frente da casa, ferros para prender as cortinas, torneiras...
A casa está virando realidade. A casa em que eu sempre sonhei viver. Móveis escuros, tapetes pesados e quentes, janelas sobre jardins bucólicos com vista para as chaminés distantes das velhas cottages de granito nas redondezas, um quarto só pra mim + minhas bonecas + papéis + inutilidades preciosas, um banheiro todo azul e branco com uma banheira antiga onde eu possa submergir nas tardes frias de inverno, silenciosa, longe do resto do mundo frenético, barulhento e mau, com um menino que me ama e compreende cada vão estranho, sombrio e desagradável da minha alma. E tudo isso na Inglaterra, land of my dreams.
Às vezes acho que é demais pra mim. E que vou morrer antes que essas coisas se realizem totalmente. Não importa. O simples fato de pensar nesses pequenos prazeres + o que eu já tenho (ou seja, ELE) é o bastante para justificar minha existência até aqui. Eu realmente não *preciso* viver muito mais, nem realizar muito mais. ESSE é o meu momento. E estou feliz de ainda ter meus olhos abertos para presenciar todas essas coisas e meu coração batendo para amá-las.

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